EU SÓ DISSE MEU NOME | Camilo Vannuchi
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192 páginas
16x23cm
Brochura
Caderno de fotos em cores
Papel pólen bold 90g/m2
Alexandre Vannucchi Leme tinha 22 anos e cursava o quarto ano de Geologia na USP quando foi torturado até a morte no DOI-Codi de São Paulo, o mais temido órgão de repressão política da ditadura militar, chamado de "sucursal do inferno" por seu diretor, o então major Carlos Alberto Brilhante Ustra. Aluno aplicado, primeiro colocado no vestibular, Alexandre atuava no movimento estudantil e elaborava panfletos para denunciar violações de direitos e defender a volta da democracia. Um ano antes de ser preso, aproximou-se da Ação Libertadora Nacional, organização que havia sido liderada por Carlos Marighella, e passou a apoiá-la no ambiente universitário. Foi morto no segundo dia de torturas, em 17 de março de 1973, vitimado por uma hemorragia interna, ainda se recuperando de uma cirurgia de remoção do apêndice, feita no final de janeiro. Dom Paulo Evaristo Arns, então arcebispo de São Paulo, decidiu realizar uma missa de sétimo dia na Catedral da Sé. Denunciou publicamente a versão falsa de atropelamento, divulgada pela repressão. A homenagem se tornou a primeira grande manifestação popular de repúdio à ditadura e de denúncia da tortura desde o início do governo Medici, o mais truculento daquele período.
Cinquenta anos após sua morte, a história de Alexandre é contada por seu primo de segundo grau Camilo Vannuchi. Jornalista e escritor especializado em direitos humanos, autor de livros-reportagens como "Vala de Perus, uma biografia", editado pela Alameda Editorial e pelo Instituto Vladimir Herzog e finalista no Prêmio Jabuti de literatura em 2021, Camilo foi membro e relator da Comissão da Memória e Verdade da Prefeitura de São Paulo. É professor de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e secretário de Cultura de Diadema (SP).
Em "Eu só disse meu nome", uma coedição da Discurso Direto com o Instituto Vladimir Herzog, o leitor e a leitora encontrarão uma narrativa a um só tempo lírica e pungente, que combina memórias com relato jornalístico, num enredo de não-ficção que percorre infância e adolescência de Alexandre em Sorocaba, sua militância no movimento estudantil em São Paulo, uma investigação de fôlego sobre as circunstâncias de sua morte e também o que veio depois: a busca de seus pais pelos restos mortais, a luta por verdade, justiça e reparação, a fundação do diretório central dos estudantes da USP batizado com seu nome e a construção de Alexandre como símbolo de resistência ao arbítrio e de defesa da democracia. A obra também traz, aqui e ali, testemunhos do autor, de sua convivência com a memória do primo e sua permanência.
Frei Betto: "Belo trabalho. Livro histórico!"
Paulo Betti: "A história do assassinato de Alexandre Vannucchi Leme me acompanha. É um 'Ainda Estou Aqui' nosso. Nós, na época, jovens de Sorocaba, fomos todos tocados por ela. A carta de Gabriel García Márquez lida por Fernando Morais na inauguração da praça batizada com seu nome, o monumento quase escondido... Todos fomos assassinados também. Que bom que esse livro resgata a memória desse jovem. Ditadura, nunca mais!"
Hildegard Angel: "O livro é um retorno aos anos 1970, sob o aspecto mais encantador da produção cultural intensa e transformadora consumida por aquela juventude universitária, e sob o aspecto mais sombrio da ditadura sanguinária, truculenta, opressiva e manipuladora. [...] Essa juventude era exterminada, pisoteada pelos coturnos até se exaurir, exangue. Uma juventude que, por seus ideais e seu patriotismo, pelo amor ao Brasil e ao povo, foi imolada nas sessões de tortura. Que desperdício!"
Adriano Diogo: "Camilo devolveu a voz a esse parente seu que a ditadura tentou calar."
Eugênio Bucci: "Uma biografia arrebatadora."
Você pode saber mais sobre Alexandre Vannucchi Leme em três reportagens publicadas pelo autor entre fevereiro em março de 2023 no Jornal da USP e em sua coluna no UOL:
Há 50 anos, a USP perdia Alexandre Vannucchi Leme, estudante torturado até a morte pela ditadura
Ditadura militar matou pelo menos 47 pessoas vinculadas à USP, entre elas Alexandre Vannucchi Leme
Torturado até a morte há 50 anos, Alexandre Vannucchi Leme deu nome ao DCE Livre da USP em 1976
Meu nome é Alexandre Vannucchi Leme e fui torturado até a morte há 50 anos