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Marisa Letícia Lula da Silva | Camilo Vannuchi

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Apresentação de Luiz Inácio Lula da Silva
Prefácio de Fernando Morais

408 páginas
16x23cm
Dois cadernos de fotos em PB
Acabamento brochura
Papel offset 75g/m2

Biografia da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, o livro conta sua infância em São Bernardo do Campo, babá em casa de família aos 9 anos, operária aos 14, viúva aos 19 quando estava grávida de quatro meses, o casamento com o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, a formação do PT e sua participação na militância e na política, até a perseguição engendrada na esteira da operação Lava Jato e a morte intempestiva, desencadeada por um AVC, aos 65 anos. 

Da apresentação de Luiz Inácio Lula da Silva: "Marisa foi muito perseguida nos quarenta e dois anos que vivemos juntos. Muita gente a tratou com preconceito, com desrespeito. Desde o começo. Acho que a Lava Jato foi a gota d’água, sabe? Trataram Marisa como criminosa, invadiram sua casa, reviraram suas coisas, divulgaram conversas íntimas, expuseram os filhos e netos. Você tem noção do que é isso? Não tenho nenhum receio em afirmar que essa caçada foi determinante para a morte precoce da Marisa. Espero do fundo do meu coração que aqueles que a acusaram tenham a dignidade de admitir que erraram e pedir desculpas. Porque a verdade e a justiça precisam prevalecer."

Do prefácio de Fernando Morais: "Apesar de jovem, o jornalista Camilo Vannuchi já parece um seguidor da máxima cunhada pelo grande repórter norte-americano Gay Talese, um dos pais do chamado new-journalism, ou jornalismo literário. É uma espécie de mantra que, em apenas oito palavras, resume a essência da profissão: “Jornalismo é a arte de sujar os sapatos.” Em português mais prolixo, o que Talese ensina é que não se faz bom jornalismo senão entrevistando pessoas e revirando arquivos. O que se faz por telefone (ou e-mail, hoje em dia), de uma redação com ar condicionado, é o antijornalismo. Lembrei de Gay Talese ao começar a ler de trás para frente esta bela biografia de Marisa Letícia Lula da Silva. Antes mesmo de bater os olhos na primeira página, fui ao epílogo e descobri que o autor realizou quase cem entrevistas – eclética lista que vai do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a Zelinha, ex-faxineira do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo que hoje toca uma lanchonete no local, passando por Fernando Haddad e toda a parentela de Marisa e Lula –, mergulhou em arquivos e leu quarenta livros para escrever sobre uma personagem que ele não chegou a entrevistar, mas com quem convivia desde quando ainda usava calças curtas. Isso significa sujar os sapatos."

Marisa Letícia Lula da Silva é uma das figuras mais emblemáticas da história brasileira contemporânea. Companheira do principal líder político do país desde os anos 1970, Lula, Marisa foi retratada de diferentes maneiras: submissa e dócil, forte e mandona, ignorante, inexpressiva ou vingativa. Nenhuma chegou perto da verdadeira Marisa. 

Da menina que foi babá aos nove anos à primeira-dama dedicada a restaurar o patrimônio histórico do Palácio da Alvorada, Marisa nunca deixou de se identificar com as mulheres operárias dos anos 1970. E foi assim, como uma lutadora, que se tornou a esposa, a confidente, a amiga e companheira de Lula, presente nos momentos de glória, mas também de luta e de solidão.

Escrita pelo jornalista Camilo Vannuchi, 40, essa biografia consumiu quase três anos de pesquisa e apuração rigorosas, com mais de 90 pessoas entrevistadas. O livro conta com uma apresentação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prefácio do escritor Fernando Morais. Em 408 páginas e 48 fotografias, o autor narra a vida de Marisa e a entrelaça com a história do país. Marisa era filha de imigrantes italianos que se radicaram na zona rural de São Bernardo do Campo, cresceu entre plantações de batata e começou a trabalhar muito cedo, primeiro como babá e, aos treze anos, tornou-se operária da fábrica Dulcora, tendo que sair da escola. Ficou viúva aos vinte anos, grávida de quatro meses, e conheceu Lula, também viúvo, três anos depois, no sindicato dos metalúrgicos onde ele trabalhava.  

Ao lado de Lula, Marisa viveu a explosão do movimento sindical no final dos anos 1970 e também a repressão em tempos de ditadura. Liderou passeatas e ajudou a fundar o PT, colhendo assinaturas de casa em casa na região do ABC Paulista e hospedando reuniões intermináveis em sua própria casa. Costurou a mais conhecida bandeira do partido, pouco depois da fundação, e pintou camisetas para as primeiras campanhas eleitorais. Nunca se esqueceu de onde veio. Mais tarde, quando Lula perdeu a primeira eleição para presidente, em 1989, Marisa ajudou o marido a manter o foco e participou ativamente das Caravanas da Cidadania, que percorreram o Brasil de alto a baixo. No palácio da Alvorada, já primeira-dama, coordenou uma das mais importantes campanhas de recuperação do patrimônio histórico e arquitetônico realizadas no país. 

 

Nos últimos anos de vida, a perseguição da Lava Jato e o recrudescimento da polarização política fizeram com que Marisa e sua família pagassem um preço alto por terem acompanhado Lula em sua trajetória. Muitos acreditam que o acidente vascular cerebral que a matou foi provocado pelo estresse que ela vivia no auge da criminalização do Partido dos Trabalhadores. No livro de Camilo Vannuchi, Marisa deixa de ser personagem coadjuvante para se tornar a protagonista de uma história pouco conhecida. “Além da Marisa militante, tem-se aqui o retrato da mãe coruja, da avó e da esposa que não tinha cerimônia em divergir do marido ilustre”, diz Fernando Morais no prefácio. “Informativo e comovente, este livro torna-se leitura obrigatória para quem queira conhecer mais essa mulher singular e as circunstâncias em que viveu”.